quarta-feira, 11 de maio de 2011

O que mudou?

Não sei por que me identifico tanto com as músicas que marcaram a época da Ditadura Militar... "É algo sobrecomum" diria minha mãe se tomasse conhecimento sobre. Acredito que isso acontece pelo fato das suas letras serem tão distantes e às vezes tão próximas da nossa realidade que fico me perguntando o que realmente mudou de lá pra cá.

Os anos de chumbo do temido Médici já se foram, mas a sociedade parece impor a si mesma uma ditadura muito similar, como nas ruas onde esbanja-se preconceito, intolerância e violência. A desvalorização da liberdade um dia tão idealizada, com certeza descontentaria quem um dia entregou a vida para garantir nossos direitos.

Quando me pego escutando as músicas que driblavam a censura vejo que além de se aplicarem ao nosso tempo, me fazem sentir uma vontade enorme de ter pelo que lutar, ainda mais se a luta for coletiva e bem sucedida. E de fato temos pelo que lutar, mas não há luta; há omissão, repressão, supressão, analogamente à décadas outrora vividas - como bem retrata o livro O Poder Jovem de Arthur Poerner.

Se nada muda até então, sigo em nenhum cordão, à margem da minha humilde imãginação. Caso alguém deseje conhecer algumas dessas músicas, aqui segue uma lista dás mesmas com seus respectivos intérpretes:

A Cartomante - Elis Regina
Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré
Como nossos pais - Elis Regina
Alegria, Alegria - Caetano Veloso
O bêbado e a equilibrista - Elis Regina
Cálice - Chico Buarque
Canção da América - Milton Nascimento

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Crônica: MÃES - De presidente do Brasil a donas de casa

Assintindo a novela Vidas em Jogo - saída do forno há poucos dias - vi algumas cenas em que o filho de uma doceira negou apresentar a mãe aos colegas durante uma festa em que a encontrou casualmente. Veio-me a lembrança de que estamos às vésperas do Dia das Mães.

Enfim o segundo domingo do mês de maio. Para alguns, essa data tem um significado restrito à economia aquecida. Outros, fazem do mesmo um dia de falsas declarações. No entanto para a maioria, é dia de reforçar o sentimento materno, celebrar o amor fraternal e abraçar ou recordar a pessoa que mais nos ama.

Cada qual em seus lares, vão de presidente do Brasil até empregadas domésticas. Algumas apenas cuidam da casa, mas todas são as chefes e o esteio da família. Além, é claro de serem comumente 'a melhor mãe do mundo'. Mãe é única em seus atos, incomparável com seu amor, inigualável com o seu colo e insubstituível no nosso coração.

Vendo àquela cena de novela, não pude acreditar que tal fato aconteceria na vida real. Mas o folhetim é tão verossímil que me convecera. Não sei como é possível um filho se envergonhar da mãe, ainda mais que a ame. Para mim, quem ama não duvida, não se envergonha e nem machuca (talvez seja por isso que muitos dizem que o amor não existe).

Enfim, não poupe palavras para dizer o que sente, nem se delongue nelas. Se quer dizer que ama, diga EU TE AMO quantas vezes for preciso e com toda verdade possível. Feliz dia das mães!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

EUA e o orgulho assassino

Todos presenciamos nas últimas horas um momento histórico: a morte do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden.  Comemorações de um lado, sorrisos discretos de outros. Motivo para festa? Substancialmente não. Os riscos de retaliações a curto ou longo prazo são grandes, além do eminente crescimento do sentimento americano de referência democrática mundial.

Difícil será suportar tamanha soberba da qual se valerá o governo estadunidense ante a morte do autor do famoso atentado às torres gêmeas em 2001. Atentado esse que estasiou o mundo e unanimizou o apoio à política militar norte-americana. Tal morte, só reforça as medidas agora implantadas por Obama, que reconquista o apoio popular e de grande parte do mundo.

O fim de Bin Laden só significa o começo de uma luta incalculavelmente árdua rumo à repressão definitiva da organização fundamentalista islâmica. Caso entusiasmarem-se com os holofotes, maior será a vulnerabilidade a esses inimigos que não devem ser menosprezados. Nesse momento todo cuidado é pouco, uma vez que encontraram a onça, mas não sabemos qual o tamanho da vara com a qual a cutucam.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Curta e Direta - Casamento Real um real exagero

Casamento Real... Quase um conto de fadas para quem gosta de ficção. Não vejo nenhum motivo para acompanhar tal matrimônio senão pelas peculiaridades de sua organização e realização, ricas em cada detalhe. Precipta-se ao chamá-lo de Casamento do Século, e repulsa-me a mobilização do povo brasileiro ante a essa cerimônia. Nada nos interessa. Não trata-se de um símbolo de paz, acordo econômico ou algo útil para a humanidade.

Pelo contrário, o Royal Wedding só interessa à monarquia inglesa, que visa através do casamento entre o Príncipe e a Plebeia fortalecer-se junto à população do país. Os ingleses podem parar sua rotina, mas os brasileiros não devem nenhum pouco exaltar seu lado Britânico. Que exagero da mídia em promover o casamento a marco histórico?

Batam palmas e curvem-se povo brasileiro à celebração da prepotência, fortaleza e superioridade que a política inglesa quer demonstrar paralisando o mundo. Mas não se esqueçam que a política do nosso país pede um pouco mais de atenção. Não dislumbrem-se pela beleza Real, porque nosso Estado é republicano e democrático, logo, espera-se mais articipação de seus cidadãos.

Novo blog...

Esse blog nasceu da minha necessidade em exercitar o estilo da escrita empregada nas crônicas. Identificando-me com esse gênero, tento me lançar nessa rede infita das palavras e da informação. Quem sabe quantos lerão? Não me importa. Basta-me escrever!