segunda-feira, 2 de maio de 2011

EUA e o orgulho assassino

Todos presenciamos nas últimas horas um momento histórico: a morte do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden.  Comemorações de um lado, sorrisos discretos de outros. Motivo para festa? Substancialmente não. Os riscos de retaliações a curto ou longo prazo são grandes, além do eminente crescimento do sentimento americano de referência democrática mundial.

Difícil será suportar tamanha soberba da qual se valerá o governo estadunidense ante a morte do autor do famoso atentado às torres gêmeas em 2001. Atentado esse que estasiou o mundo e unanimizou o apoio à política militar norte-americana. Tal morte, só reforça as medidas agora implantadas por Obama, que reconquista o apoio popular e de grande parte do mundo.

O fim de Bin Laden só significa o começo de uma luta incalculavelmente árdua rumo à repressão definitiva da organização fundamentalista islâmica. Caso entusiasmarem-se com os holofotes, maior será a vulnerabilidade a esses inimigos que não devem ser menosprezados. Nesse momento todo cuidado é pouco, uma vez que encontraram a onça, mas não sabemos qual o tamanho da vara com a qual a cutucam.

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